sábado, julho 22, 2006
avisos
1 - nao despejar no cabelo o conteudo de um frasco na banheira com rotulo em hungaro, mesmo que pareca um champo e se queira mesmo acreditar que seja um champo e seja de menta e plantas, pode ser oleo de massagem.
razoes para aprender hungaro: decifrar rotulos de embalagens na banheira e ler o livro do triceps.
razoes para aprender hungaro: decifrar rotulos de embalagens na banheira e ler o livro do triceps.
Triceps
qua qua comecou a sua viagem na 5a e aterrou em Budapeste, nessa noite conheceu Triceps, um hungaro-servio que apesar de n se perceber tudo contava historias muito engracadas do seu filho de 7 anos, e qua qua ficou a saber por um amigo que ha 10 anos ele se enfiou numa especie de caixa-jaula no deserto do Saara durante 40 dias sem comer so a agua. Triceps e mestre de karate e a cada 10 dias encarnava um arquetipo de um personagem diferente, primeiro O Lutador, depois O Artista, depois o Homem Doente, para alem disso nos intervalos dos 10 dias havia um grupo que ia tocar la dentro e o publico podia assistir silencioso, musica vanguardista e underground tanto do Saara como da Servia, segundo me contaram. Escreveu um livro enquanto la estava, uma especie de diario com as suas viagens mentais, com desenhos e fotografias, mas claro esta em hungaro! nos ultimos dias nao aguentou so com agua e deram-lhe uma bebida de cogumelos.


terça-feira, julho 18, 2006
outros tempos
entrevista histórica do Vítor de Sousa à Cleópatra/Herman em 1994:
- Então e como era a vida no Egipto?
- Ai era tão giro, divertíamo-nos imenso. Aquilo não era pela frente nem por trás, era de lado! Nunca viu nas fotos?
- Então e como era a vida no Egipto?
- Ai era tão giro, divertíamo-nos imenso. Aquilo não era pela frente nem por trás, era de lado! Nunca viu nas fotos?
segunda-feira, julho 17, 2006
120 anos de história de música electrónica
aqui. (só é pena não se poder ouvir exemplos!)
Do telégrafo musical de Elisha Gray (1876)

ao pianorad de Hugo Gernsbak (1927)

e por aí fora que agora vou comer uma sopa. (queremos muita mais experimentação electrónica para este início de século parado e mais viagens espaciais exclamam os quá quás!!!)
Confirma-se também que o theremin não foi o primeiro instrumento electrónico como muito se diz.
Do telégrafo musical de Elisha Gray (1876)

ao pianorad de Hugo Gernsbak (1927)

e por aí fora que agora vou comer uma sopa. (queremos muita mais experimentação electrónica para este início de século parado e mais viagens espaciais exclamam os quá quás!!!)
Confirma-se também que o theremin não foi o primeiro instrumento electrónico como muito se diz.
sábado, julho 15, 2006
Ontem vi Os Fritos em Cascais

E fiquei com a setlist, do 3º (ou 4º?) concerto da banda "power trio" do Filipe Leote (baixo) e dos Gustavos (guitarra/voz e bateria). Abriram logo a um ritmo alucinante! O resto fica para logo, pois agora vou ao carrefour telheiras.
Vista aérea de Mário Saa

Ontem na feira do livro em cascais, quá quá comprou 2 postais iguais (se 1 já era bom, 2 são demais) com uma moldura da foto de Mário Saa, com a legenda: "Vista aérea de Mário Saa, pormenor. Photomaton por economia" - fotografia de 1961.
E quem foi Mário Saa? segundo curta busca no google, era um escritor modernista que pouco publicou em vida, aparte de poemas em revistas literárias. Escreveu sobre os Judeus, cruzou-se com Fernando Pessoa. "ah o Mário Saa! ele escreveu tratados arqueológicos sobre as vias romanas", acrescentou o meu ex-professor de história de arte enquanto experimentava fotos suspeitas no msn (mas essas não tinham vistas aéreas).
quinta-feira, julho 13, 2006
praias
aqui estamos habituados a praias com muita areia, a entrada no mar acontece aos poucos - no ano passado estranhei as praias na croácia só com rocha em que se mergulha logo - por outras palavras, aqui é mais progressivo e lá é mesmo rock&roll
(piada para um dia cheio de calor na costa da caparica)
(piada para um dia cheio de calor na costa da caparica)
terça-feira, julho 11, 2006
hoje quá quá recebeu um e-mail referente a um seminário sobre o Albanês Generalizado e o seu Dual
Trocam-se os nomes das personagens reais por K e Q e aqui fica o e-mail transcrito, muito bem escrito, que escrita e diálogo geniais, envolvendo temáticas tão interessantes e sempre actuais como a Matemática, a Albânia e a Musicologia:
"Aqui está um seminário interessante em Berlim:
Forschungsseminar Algebraische Geometrie
Prof. H. Kurke, Prof. J. Kramer
Henrik Russell (Univ. Duisburg-Essen)
Generalized Albanese and its Dual
am Dienstag, den 18. Juli 2006 um 13:15 UhrHumboldt-Universität zu Berlin, Institut für MathematikRudower Chaussee 25, 12489 Berlin, 3.006, Haus 3, Erdgeschosseingetragen von Christa Dobers (dobers@math.hu-berlin.de )
O que é que será um Albanes generalizado? - pergunta K, antes de dar um golo na bebida de aveia.
Nao sei, mas é bom que tenha um dual...assim não está sozinho. - responde Q, enquanto toca notas dispersas no ukelele.
K bebe um golo do cereal liquido. - E porque é que os Links patrocinados do Gmail são relacionados com a Hernia? E ainda por cima envolvem o tratamento clinico especializado do Dr. José Goldenberg!
Q pousa o Ukelele e diz: - K, o universo é mais vasto do que qualquer um de nós possa imaginar. Quem sabe a percentagem de albaneses com hérnia? De qualquer forma, que mania, essa da Albania! Foda-se!
Esvaziando o copo, K poe a máscara de elefante. Só acho coincidencias a mais, é tudo! E sem mais explicações atira-se para a piscina.
Espera por mim, caralho! E Q põe apressadamente a sua máscara de elefante, e mergulha desajeitadamente na mesma piscina.
Qar Leinz - Crónicas Albanesas - Bingo Verlag, Basel, 1999."
"Aqui está um seminário interessante em Berlim:
Forschungsseminar Algebraische Geometrie
Prof. H. Kurke, Prof. J. Kramer
Henrik Russell (Univ. Duisburg-Essen)
Generalized Albanese and its Dual
am Dienstag, den 18. Juli 2006 um 13:15 UhrHumboldt-Universität zu Berlin, Institut für MathematikRudower Chaussee 25, 12489 Berlin, 3.006, Haus 3, Erdgeschosseingetragen von Christa Dobers (dobers@math.hu-berlin.de )
O que é que será um Albanes generalizado? - pergunta K, antes de dar um golo na bebida de aveia.
Nao sei, mas é bom que tenha um dual...assim não está sozinho. - responde Q, enquanto toca notas dispersas no ukelele.
K bebe um golo do cereal liquido. - E porque é que os Links patrocinados do Gmail são relacionados com a Hernia? E ainda por cima envolvem o tratamento clinico especializado do Dr. José Goldenberg!
Q pousa o Ukelele e diz: - K, o universo é mais vasto do que qualquer um de nós possa imaginar. Quem sabe a percentagem de albaneses com hérnia? De qualquer forma, que mania, essa da Albania! Foda-se!
Esvaziando o copo, K poe a máscara de elefante. Só acho coincidencias a mais, é tudo! E sem mais explicações atira-se para a piscina.
Espera por mim, caralho! E Q põe apressadamente a sua máscara de elefante, e mergulha desajeitadamente na mesma piscina.
Qar Leinz - Crónicas Albanesas - Bingo Verlag, Basel, 1999."
domingo, julho 09, 2006
rebetika, rebetika
poema inspirado ao som de rebetika (género de música grega extinto nos anos 50 cujos temas habitué eram drogas, morte, etc - o típico - Jorgos Kakaros existiu mas nada sei da sua biografia, de resto é uma recomendação qua qua!)
Um grego chamado Jorgos Kakaros
Sentado num pinhal com o seu bouzouki
Tocando rebetika a fumar o seu último axixe
Da sua boca sai um fumo a vapor
Que se transforma num mar de visões
Com monstros marinhos e piratas
E naves e névoas e cantares
Na sua rua não há nada
Já não tem um tostão
Toca há 30 anos
não lhe interessa se um dia vai parar
Mudar de vida já não dá
É ele que já não quer
Já viveu na Macedónia
Já assaltou um barco
E fugiu até à Albânia
Já fez tráfico de tabaco
Com amigos no Kosovo
Já conheceu montenegrinas altas
Que conduziam como doidas
E também já passou férias
Nas ilhas da Croácia com os turistas italianos
Já teve a fase capitalista
Já teve a fase comunista
Já teve a fase da lua que já não há
Na Bósnia descansou
Ia até às cascatas, tomava lá banhos
Deixava-se ficar no mato
Cantava poemas de canções
Extintas há 50 anos
De primos que tinham perdido o negócio das drogas
e que choravam já não terem nada para trocar
Na Grécia já não havia regras
Os filósofos estavam mortos
Os seus fantasmas também fumavam axixe
E ouviam os lamentos dos que tinham sido
Assaltados por piratas da Macedónia
E à Roménia não tinham conseguido chegar,
Os polícias da máfia afundaram-lhes o barco com metralhadoras
O pai de Jorgos foi um deles, sobreviveu a nado descansando sobre uma tartaruga
Falava três línguas
Grego, macedónio e russo
Nunca as usava pois não precisava de falar
A não ser quando ia ao mercado
Comprar pó de giz
Com o qual desenhava o jogo da macaca no chão
Que o deixava a meditar...
Um grego chamado Jorgos Kakaros
Sentado num pinhal com o seu bouzouki
Tocando rebetika a fumar o seu último axixe
Da sua boca sai um fumo a vapor
Que se transforma num mar de visões
Com monstros marinhos e piratas
E naves e névoas e cantares
Na sua rua não há nada
Já não tem um tostão
Toca há 30 anos
não lhe interessa se um dia vai parar
Mudar de vida já não dá
É ele que já não quer
Já viveu na Macedónia
Já assaltou um barco
E fugiu até à Albânia
Já fez tráfico de tabaco
Com amigos no Kosovo
Já conheceu montenegrinas altas
Que conduziam como doidas
E também já passou férias
Nas ilhas da Croácia com os turistas italianos
Já teve a fase capitalista
Já teve a fase comunista
Já teve a fase da lua que já não há
Na Bósnia descansou
Ia até às cascatas, tomava lá banhos
Deixava-se ficar no mato
Cantava poemas de canções
Extintas há 50 anos
De primos que tinham perdido o negócio das drogas
e que choravam já não terem nada para trocar
Na Grécia já não havia regras
Os filósofos estavam mortos
Os seus fantasmas também fumavam axixe
E ouviam os lamentos dos que tinham sido
Assaltados por piratas da Macedónia
E à Roménia não tinham conseguido chegar,
Os polícias da máfia afundaram-lhes o barco com metralhadoras
O pai de Jorgos foi um deles, sobreviveu a nado descansando sobre uma tartaruga
Falava três línguas
Grego, macedónio e russo
Nunca as usava pois não precisava de falar
A não ser quando ia ao mercado
Comprar pó de giz
Com o qual desenhava o jogo da macaca no chão
Que o deixava a meditar...