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segunda-feira, dezembro 29, 2003

Cursos de outras paragens 

Na escola de artes de Nova York, "School of Visual Arts", existe o curso de Ilustração. Este curso conta com estas disciplinas: Survey of World Art I, II, Drawing, Painting, Sculpure/Video Art, Literature and Writing I, II.
Dentro dessa última disciplina (literatura e escrita II), pode-se escolher entre três alternativas:
War
Apocalyptic Literature
Foundations of Visual Computing.

A guerra na literatura é uma opção para uma disciplina inteira semestral, com alternativas que soam um pouco estranhas. É fantástico. Pessoas que queiram ilustrar guerras, vamos todos para a América para obter uma formação completa.

dentro e fora da coisa 

Sendo a escrita um processo que se torna algo introspectivo e por vezes muito pessoal, decidi apagar 2 posts antigos. Agora fico na dúvida se os devia ter apagado ou não mas paciência. Para mudar os temas e falar de fofoquices, o meu amigo cinéfilo viu o Joaquim Monchique no Lux todo bichona, tão bichona que ela é, a divertir-se muito com os seus amigos sentado não sei aonde. A Peaches no concerto (que eu não vi) cuspiu sangue (falso claro) e disse qualquer coisa em português acerca de lamber o sovaco (acompanhado do gestual), que por sinal o dela era cheio de pelos (como os meus). Legendary Tigerman felizmente para mim não foi abrir os concertos dela, pelos vistos era um boato que foi publicado no Y. Agradecem-se todas estas preciosas informações ao amigo cinéfilo.

Com quem fui hoje ver o Branca de Neve e é taoooooo lindo o filme! Embora às tantas me tenha distraído e não ouvi a parte em que o príncipe estrangeiro (ou era o caçador?) disse "humanidade" em vez de "humidade." O céu azul claro de repente saído do preto choca um bocado com a vista. Aliás aquele céu até chocava mais que o preto de que toda a gente andou a falar.

Enquanto escrevo ouço Jesus Lizard, que eram daquelas bandas que fazem um barulhão enorme e que soa tão agradável.

domingo, dezembro 28, 2003

oh bela inês 

A Inês de já tenho falado aqui é inn e por isso também tem um blog, porque ela não quer faltar à moda, porque a moda é ditada para ser cumprida. É assim mesmo inês!!! É a moda que nos faz sentir nós próprios. Bem vinda piquena bolota bela! Aqui.

sábado, dezembro 27, 2003

The Great Lesbian What? 

Dia 29 será também o concerto dos The Great Lesbian Show (bonito nome) no santiago alquimista (bonito nome), o café teatro (teatro é bonito, café excita) que é mesmo por baixo da minha escola (que é muito linda). A única música que ouvi deles ("On the way to Fátima", disponível no site) fez-me lembrar The Cramps (outros senhores lindões), no entanto quanto à teoria os GLS soam apelativos. Dizem-se "filhos bastardos de Russ Meyer" - o senhor realizador de série B que fez o filme Mudhoney, que deu nome à linda linda banda do Mark Arm -, dizem também que "nao tem uma linha estética rígida" (pena nem todas as bandas serem assim), "preferindo absorver a quintessência de todos os sons e referências que lhe parecem interessantes." (assim é que se fala!) "Daí que se possa definir The Great Lesbian Show" (afinal podem ser definidos?) "como um cocktail refinado de rock n'roll, noise experimental, B.D., cartoons, incredibly strange music, contos bizarros do quotidiano, filmes, literatura, etc."
Optando por não fazer uma referência directa a nomes da música, pressinto no mínimo os The Cramps (pela música que ouvi e pelo ar de série B do poster) e os Mudhoney nas entrelinhas. Mas claro; uma banda com um poster com uma pin-up a segurar uma ukelele e com um cientista com reminiscências do Bela Lugosi na fase Ed Wood e com nome destes não deve ser de todo má.

projectos 

Na próxima segunda repetir-se-á a experiência de tocar na rua. Hipótese hipotética de a Inês passar por lá de tarde e deixar uns trocos. Assim, as pessoas que lá passassem imitalam-na-ia pois é isso que os humanos fazem de melhor, imitarem-se uns aos outros. Bom, da outra vez começaram espontaneamente com as fotografias.

Assim nascerá o projecto URRACA (cuja ideia não foi minha, mas um obrigada nas entrelinhas ao césar monteiro e à sua mulher barbada que o so... oops é melhor não dizer o resto. E àquela senhora que teve uma qualquer influência nos primórdios da história do nosso país, pois claro).

sexta-feira, dezembro 26, 2003

eu acreditava nisso #2 

Também acreditava que "O Mundo dantes era a preto e branco." Isto porque reparava que os filmes antigos que davam na televisão eram todos a preto e branco e me fazia confusão como as câmaras captavam a realidade assim. Então perguntei isso à minha mãe e por um equívoco ela disse "Sim, dantes era tudo a preto e branco" pensando que eu me referia só aos filmes. Então eu fui para a janela imaginar como era a minha rua no tempo do Charlot - as árvores seriam cinzentas e etc, uma ideia esquisita mas que achava que iria compreender melhor quando crescesse.

banana é bom para macaco.

TV natal... "As Asas do Desejo" 

À uma e tal da manhã da noite de Natal, a minha amiga Televisão deu-me a melhor prenda. Pena não ter apanhado desde o início, mas dp de passar pelo canal 4 (aquele filme na tvi acerca do josé e da maria parecia demasiado mau para ser verdade), carreguei no botão 2 (aliás quem fazia o zapping era a minha irmã) e apareceu uma imagem linda linda linda a preto e branco, pedi para parar e os diálogos eram lindos lindos lindos e a fotografia daquele filme era tão linda e afinal de contas o filme, falado ora em alemão ora em inglês, ora a preto e branco ora a cores ("when the angels perceive the realities of humankind"), com a história dos dois anjos que andavam por Berlim, era o Wings of Desire do grande Wim Wenders que eu ansiava ver há já uns bons tempos. E eu nem sabia que durante o filme se via uma actuacção ao vivo de uma das minhas músicas preferidas deles, The Carny, cuja ambiência de circo freakazoide tem algo a ver com o filme (e ca vida). E os Crime & the City Solution, do Mick Harvey, também fazem parte da bso. Preciso mesmo de ver isto com atenção do início ao fim.
Obrigada Televisão, és tão bonita! (uma vez em cada mil canais)

Ah, e também recebi uma caneca da minha Avó, recordação do euro 2004 (woow, uma viagem no tempo ao futuro através de merchandising de uma coisa que ainda não existe mas que toda a gente fala).

quarta-feira, dezembro 24, 2003

Esta véspera de Natal... tem sido uma agradável surpresa, desde que acordei há uma hora atrás (que preguiça).
Pois recebi um telefonema da minha grande amiga de infância, a Diana com quem já não falava há muito tempo... e uma chamada não atendida da Sara, outra amiga que tem sido colega desde infância e que agora é minha vizinha e raramente a vejo... e uma mensagem do Ricardo, uma das pessoas mais queridas que já conheci (meu companheiro de chá) e agora está no Porto e também já não vejo há muito tempo... e por ontem à noite ter encontrado a Marta e o David, que também já não via desde o Verão e soube assim que vou passar o ano com pessoas que me são tão queridas e inclusive com a Mafalda, uma menina muito especial de quem tenho muitas saudades... e com a Rita que foi para Tomar e diz sempre o que pensa e isso é tão bom... e com o Diogo Leôncio, a pessoa mais original que conheço e que fico tão contente por o ter conhecido e continuar com contacto permanente... e um postal da Julie da Escócia, com quem também já raramente falo mas de certeza que nos lembramos uma da outra... e um e-mail da Inês, de quem não sei o que hei-de dizer excepto que é ela não é tão normal como imagina (hehe), e lembro-me da Bárbara que sonha muito, que foi para a Bélgica na segunda e eu me esqueci de lhe telefonar... e do Flip, a pequna toupeira bukowskiana de quem até tenho saudades de discutir.... e do Mark, que é a pessoa mais simples e mais bonita que já conheci... e de ter conhecido pessoas novas que me têm trazido tantas coisas novas, como o Silas que não é larilas e me ofereceu ontem um cd tão giro (obrigada) fusão entre música tradicional portuguesa e chicks on speed com um toque de velvet underground, o Bruno que não é brasileiro, o o Daniel boneco e o Nuno narigudo que já me ensinaram tanta coisa em dois meses, se fosse citar as pessoas todas desde q entrei no Ar.Co nunca mais ia acabar... e a minha mãe traduziu-me há pouco um longo postal em italiano do Armando com uma mensagem tão bonita acerca da amizade, que não viria em altura mais adequada. E isto tudo fez-me lembrar o que o Vasco tatuado da BD Mania uma vez me disse na sua sabedoria dos 30 - "As pessoas nunca se esquecem umas das outras."

there is nothing to post.

terça-feira, dezembro 23, 2003

estereótiposrococóticos 

Afinal de contas talvez os humanos precisem mesmo de estereótipos. Achava uma coisa estúpida mas agora até me faz algum sentido... (o amigo do outro deve ter razão).
Tenho o meu lugar na classe estereotipizada de quem tem mais de 5 camisolas às riscas, anda na zona da baixa e se ri ironicamente "ai isto é tão alternativo!", sendo "isto" podendo ser substituído geralmente por um fenómeno sonoro catalogado de "alternativo independente".
Bah.

segunda-feira, dezembro 22, 2003

Expostos na baixa pombalina 

Eu e o Silas (que por acaso publicou ontem um auto retrato engraçado no seu blog, fica já aqui a publicidade) fomos hoje uma verdadeira fonte de atracção turística. Apeteceu-nos levar os nossos instrumentos para a baixa. É certo que talvez não seja comum dois jovens rodeados de instrumentos (auto-harpa, ukelele, guitarra, pandeireta) no topo das escadinhas de S. Francisco (acho que é esse o nome), mas será normal estes serem entendidos como parte do cenário da velha Lisboa ao fim da tarde de segunda feira? De qualquer maneira foi uma tarde bem passada.
Meu Deus, o que não faria um turista japonês se nos visse ali! E o que faria se fôssemos duas caras famosas! Vou passar a ir maquilhada para a baixa, pode ser que ainda apareça na Caras.

A quinta do mé mé na net 

O amigo Cordeirito "Al Pacino" deu luz hoje ao seu blog, onde avisa "exprimir-se a todos os níveis". Força mémé! ;)
Passa-se um fenómeno engraçado na minha comuniçação com este companheiro de banda. Ora não concordo com nada do que ele diz ora o que ele diz faz bastante sentido e raramente há um ponto intermédio...

Experimentações do processo criativo literário 

Num conto que escrevi agora com início (e meio e fim e início) meio bizarros, de repente apareceu um personagem que era um grilo e que sussurou ao ouvido da protagonista da história. Mais um promenor bizarro vindo sabe-se lá de onde, pensei na altura. "Porquê um grilo e não outra coisa qualquer, calhou um grilo e pronto". Só perto do fim me apercebi que essa ideia me veio inconscientemente da história do pinóquio... o grilo falante tomou vida e entrou dentro do mundo que eu pensava estar a criar. O grilo na minha história encarna de facto a consciência da personagem da minha história, e eu nem tinha pensado nisso.
Acho que começo a perceber o Philip K. Dick quando disse que um escritor de ficção cientifica não faz ideia do que é real e do que de facto já existe dentro das histórias que cria. É um poder que este não tem. Pelo menos foi qualquer coisa assim que ele disse.
Outra ideia que tive nesta história foi o uso de repetição integral de parágrafos inteiros, como uma coisa experimental, no final visto de um ângulo ligeiramente diferente. Também não foi ideia minha - lembro-me agora que isso é exactamente o que acontece numa das cenas do filme Persona do Ingmar Bergman. Aliás, isto tudo que aqui estou a escrever assemelha-se bastante ao que o Philip Dick transmitiu no tal texto ("How to build a universe that doesn't fall apart two days later").
O meu ego funde-se cada vez mais com o painel de fundo. E as minhas ideias (que afinal nunca foram minhas?) tomam conta de mim.
Moral da história: O inconsciente é um sujeito brincalhão! (E o predicado, não?)

sábado, dezembro 20, 2003

Meat Puppets - "Nothing" 

I fall towards a flash of light
That burns the seed of life away
Nothing is changed
Nothing arranged
Nothing will ever be

There's no place
Clear dry space
I'm a hole in this time
In a time full of holes
You see it
I'm nothing

My heart is gone I missed the point
I sleep to dream I'm wide awake
Nothing is near or far away
Nothing awaits to be

Here I stand
Tongue in hand
I'm a hole in this time
In a time full of holes
You see it

I'm nothing
I think perhaps I'll live to lie
Awake to feel asleep to fall
Into a trance in which I dream
I lived and walked upon

Paradoxos 

Para onde quer que me vire, em que quer que seja que eu pense. Vou ter a um paradoxo. Paradoxos em todo lado. Tomar banho de paradoxos. Terem inventado os termos "realidade" e "ilusão" apenas torna as coisas mais confusas. Leite de soja é bom.
E depois é engraçado como as coisas se entrelaçam umas nas outras e se repetem. Tipo, ler uma coisa que eu já tinha dito há muito tempo e essa coisa ter sido escrita uns 90 anos antes. Ou dizer uma coisa de certa forma que apenas muito tempo depois reparo que já tinha visto isso em algum lado. Mas o mais interessante é imaginar coisas que se tornam reais. Quando essas "coisas" são pessoas e se conhece alguém que pensávamos ter nascido apenas na nossa cabeça... ai ai. no fundo os místicos devem ter razão, somos todos o mesmo. e não somos nada o mesmo. (mais um paradoxo, estes bichinhos perseguem-me). Haha eu não devia mesmo clicar no botão para publicar esta *****. O universo é mental. É a única explicação que aceito dentro do nada que eu nao sei. Alivia já ter conhecido pessoas ou lido de outras que também pensam mais ou menos assim.

Afonismos 

Não sei se a PJ Harvey se iria conseguir fazer ouvir bem a cantar sem microfone, numa cave duma festa de anos na Póvoa de Santa Iria com as guitarras electricas mais a bateria mais as pessoas aos saltos a fazer barulho e uns efeitos giros de luzes. Sei que a AR Pixota não conseguiu. bum bum bum. Mas foi um dia divertido, isso foi. dói garganta dói, arranhadita que está.

quarta-feira, dezembro 17, 2003

Passaportes 

Em resposta ao meu comentário de que a profissão "Filósofo" não existe em Portugal, o meu amigo cinéfilo disse que é possível ter-se escrito "Filósofo" como profissão no passaporte. Mas que não é possível ter-se "Diletante". E que nós os dois somos diletantes.
Como eu não sei o que é, pelo sim pelo não tomei banho.
(esta piada adaptada foi roubada, mil perdões aos autores que a esta hora já devem ter perdido ajuda à polícia secreta).

minha prenda natalícia para fevereiro 

Bilhete de 50 euros (É PÁ FOI TAO BARATOO!!!) para o senhor nick cave já está no papo. Consegui o lugar B1, o que é o lugar mesmo por detrás do melhor lugar da sala.
Espero não ter nenhum cabeçudo à minha frente - melhor dizendo; espero não ter nenhum cabeçudo à frente que não seja o nick cave.
Próxima missão: Mogwai, 5 de fev. bilhetes a 19 euros.

Raduan Nassar 

Escritor brasileiro. Um dia decidiu deixar de ser escritor para se dedicar à criação de galinhas. Não me lembro onde ouvi isto, nem acerca de quem era, mas um dia houve um escritor que decidiu abandonar a escrita para passar a ser ele próprio o personagem principal que vive a acção do livro - podia ou nao ser o Raduan mais as suas galinhas.
Excerto do seu conto, "Aí pelas três da tarde":
Nesta sala atulhada de mesas, máquinas e papéis, onde invejáveis escreventes dividiram entre si o bom senso do mundo, aplicando-se em idéias claras apesar do ruído e do mormaço, seguros de se pronunciarem sobre problemas que afligem o homem moderno (...), largue tudo de repente sob os olhares à sua volta, componha uma cara de louco quieto e perigoso, faça os gestos mais calmos quanto os tais escribas mais severos, dê um largo “ciao” ao trabalho do dia, assim como quem se despede da vida, e surpreenda pouco mais tarde, com sua presença em hora tão insólita, os que estiveram em casa ocupados (...). Convém não responder aos olhares interrogativos, deixando crescer, por instantes, a imensa expectativa que se instala. Mas não exagere na medida e suba sem demora ao quarto, libertando aí os pés das meias e dos sapatos, tirando a roupa do corpo como se retirasse a importância das coisas, poondo-se enfim em vestes mínimas, quem sabe até em pêlo, mas sem ferir o pudor (...), e aceitando ao mesmo tempo, como boa verdade provisória, toda mudança de comportamento. Feito um banhista incerto, assome depois com sua nudez no trampolim do patamar e avance dois passos como se fosse beirar um salto, silenciando (...)”
É tarde e vou-me deitar. Amanhã talvez continue.

terça-feira, dezembro 16, 2003

(post vazio devido a problemas tecnicos)

Leadbelly 

Músico de blues/folk dos anos 30... (1885-1949). Aos 16 anos pegou na guitarra e fez-se à  vida. Consta que se metia em muitas brigas, numa delas foi acusado de matar um homem e foi parar à  prisão, onde continuou a compor na sua guitarra. Passados sete anos, foi graças aos seus dotes musicais que se libertou - numa actuação para o governador, numa música dirigida a ele em que lhe pedia o perdão e o convenceu (em que país se passaria isto senão na América?). Consta também que passado uns anos novamente foi acusado de homicídio e tornou a ser preso, num perí­odo em que gravou muitas músicas com o material de um amigo que lá conheceu que acreditava que a prisão era o sítio ideal para se descobrir estes talentos... Já dei com contradições biográficas, mas parece que se tornou realmente famoso um ano após a sua morte em 1949. Nos anos 70 fez-se um filme acerca da sua história. Nos anos 90 o Kurt Cobain imortalizou o seu tema "Where did you sleep last night?" a fechar o MTV Unplugged (o Leadbelly era o seu músico preferido, e fala lá de um leilão da altura em que puseram a sua guitarra à venda por 300,000 dólares, coisa que ele não daria...). E que surpresa saber agora que a "Black Betty" que o Nick Cave ainda gravou nos anos 80 (apenas com voz e percussão) era uma versão do Huddie Leadbetter.
Mas acima de tudo, é tão notória a força poderosa que a sua voz transporta, vinda do homem que se autointitulou "the world's greatest cotton picker, railroad track liner, lover, and drinker as well as guitar player".

segunda-feira, dezembro 15, 2003

tantos quá quás 

Tudo se processa através dos Símbolos e da maneira como operamos com eles. Como ainda não sei manusear os do meu novo telemóvel, ainda parece tudo um pouco confuso.
Por analogia, assim é a vida: como um Telemóvel Siemens A 50 que se compre assim barato com uma capa de silicone, que com um extra de 10 cêntimos em relação à outra vem com um cordão para o pendurar ao pescoço, e que quando se desliga se vêem muitos quá quás a andar e não muito fácil de manusear. Como conselho, o senhor da loja disse para não rodopiar o cordel no ar, já tiveram problemas com isso - realmente a realidade do mundo dos telemóveis não combina com a dos cowboys.

Empresários em procissão 

foi o que vi com a Melanie outro dia quando descíamos uma rua de Alfama, uma looooonga procissão de empresários de todas as raças de fato azul escuro e gravata e pasta e ar muito contente, enquanto a nossa conversa se processou mais ou menos assim, "tantos empresários", "nunca mais acabam!" "é uma procissão! a nova religião do sec XXI com cada vez mais adeptos" "e vão com um ar tão feliz" "isto é esquisito" "pois nós também podíamos ser empresárias, das coisas estupidas" "sim, as coisas estúpidas também são necessárias" "pois são" "mas o que é que não é estúpido?" e a bela melanie sonhadora encolheu os ombros e disse que não sabia.

O ovo da borboleta 

E tivesse eu sido Deus, havia de ter criado um planeta com seres como aqueles do video clip do Roger Glover & The Butterfly Ball, da música "Love is all". Aqueles seres joaninha com cabeça de passaroco eram mesmo muito giros, mais o comboio minhoca e o lagostim pianista e as plantas cantoras na clareira do bosque a cantar que o que as pessoas precisam é de amor e compreensão eram mesmo demais.

sexta-feira, dezembro 12, 2003

compras de natal 

e depois o mark lá na escocia compra roupa na h&m e depois ele viu uma camisola gira que gostava que lhe oferecessem no natal e depois essa camisola é a mesma que tinha comprado para oferecer ao meu irmão no natal uns dias antes aqui a tantas milhas de distância. comprar comprar comprar. giro giro giro. natal natal natal.

quarta-feira, dezembro 10, 2003

Hoje um colega meu dos Açores estava a comentar algo em tom nostálgico... que me ficou a ecoar nos ouvidos.
Dizia ele que as pessoas "de cá" têm tantas coisas, e as "de lá" não, que "cá" há tanta coisa a acontecer e para escolher, e "lá" há poucas... e que no entanto, por causa disso mesmo, as pessoas cá ficam muito mais sozinhas.
Só não sei se com "as pessoas" ele se referia ao geral ou apenas a si mesmo.

Para todo o lado 

Abri o dicionário por acaso nas palavras "para..." e descobri algumas palavras novas tão interessantes (apenas numa pagina, pois estas ocupavam mais de trinta):

Parafonia, s. f. Patol. Alteração mórbida da voz por afonia parcial. (...) || Mús. Ant. Consonância de quinta e quarta, entre os Gregos. || Defeito da voz por timbre desagradável.

Paráfrase, s. f. (do gr. paráphrisis, pelo lat. paraphrase-). Exposição do texto de um livro ou documento, conservando as ideias do original. || Imitação em verso de um passo da Escritura Sagrada. (...)

Parafresenia, s. f. Psiquiat. Nome dado a um delírio que se suponha ter origem na inflamação do diafragma.

Parafrenia, s. f. Med. Demência precoce; esquizofrenia.

Parafrósine, s. f. Delírio com alucinação, observado nas doenças febris agudas.

E foi assim que fiz amizade com o prefixo para-, em forma de paradigma paradoxal para paranoidiar parafusamente paraxodides. E afinal para quê?

domingo, dezembro 07, 2003

cantigas quânticas 

Peço a alguém que perceba um pouco de matemática quântica e que esteja aqui de visita que me explique do que se trata isso afinal que eu ainda não percebi para o meu e-mail, emptycanvas_@hotmail.com.
Obrigada a todos que sei que não vao dizer nada.

sábado, dezembro 06, 2003

Alice Alice 

Quando o Lewis Carroll deu a conhecer ao mundo a sua personagem em meados dos 1860s, provavelmente não imaginava o que a sua criação ia mexer com a imaginação das pessoas durante os próximos cento e tal anos...
A Alice, o coelho branco, aquele gato do sorriso lunático... o que se passa "do outro lado do espelho" - são coisas que põem muito boa gente a sonhar (como é o caso da capa do Mark Ryden para um velho album dos screaming trees, por sinal um dos meus discos preferidos de sempre mas isso já não vem ao caso...)
A última versão com que dei da Alice foi a dos Jefferson Airplane em "White Rabbit". É uma interpretação hippie que faz todo o sentido, sim senhor.

One pill makes you larger
And one pill makes you small,
And the ones that mother gives you
Don't do anything at all.
Go ask Alice
When she's ten feet tall.
And if you go chasing rabbits
And you know you're going to fall,
Tell 'em a hookah smoking caterpillar
Has given you the call.
Call Alice
When she was just small.
When the men on the chessboard
Get up and tell you where to go
And you've just had some kind of mushroom
And your mind is moving low.
Go ask Alice
I think she'll know.
When logic and proportion
Have fallen sloppy dead,
And the White Knight is talking backwards
And the Red Queen's "off with her head!"
Remember what the dormouse said:
"Feed your head. Feed your head. Feed your head"


sexta-feira, dezembro 05, 2003

Joana banana noticia benurons 

Joana pergunta-se: será que o mundo do Z e a força do Benuron é suficientemente interessante para pôr no meu blog?
Eu digo: claro que sim!
Joana é um ser que transmite sempre informações interessantes. Hoje fez-me ver como o Z pode ser uma perna flectida sobre um pé. sem corpo!
E também que talvez devesse tomar mais Benurons, pois segundo a sua mãe os comprimidos também fazem bem à  saúde mental.
E muito.... muito mais!

quarta-feira, dezembro 03, 2003

Emoção no C.C.B 

Que emoção, vou finalmente ver o Tio Nicolau em Fevereiro no C.C.B.
Bilhetes no mínimo a.... ahem.... 30 euros. Mas vale o sacrifício, o Tio Nick merece.

outra versão da coisa: 

Uma noite eu estava com o extraterrestre a lavar a campa e depois veio a inês e raptou-nos e depois o extraterrestre tirou uma foto em negativo a nós os três e depois veio o arado silas e transpôs a sua agricultura para o acontecimento e pintou um bigode à inês.

U.F.O took me away someday 

Um dia eu tava com a inês a lavrar o campo e depois vieram os extraterrestes e raptaram-nos e depois a ines tirou uma foto a nós as duas e depois veio o extraterrestre silas e transpôs a sua visão para o acontecimento e pintou um bigode à inês.

casal

segunda-feira, dezembro 01, 2003

problemas com o html 

html é xato

The Jesus & Mary Chain - About You 

I can see
That you and me
Live our lives in the pourin' rain
And the raindrops beat
Out of time to our refrain
But you and me
Will win you'll see
People die in their living rooms
But they do not need this God almighty gloom
There's something warm about the rain
There's something warm
There's something warm
There's something warm in everything
I know there's something good
There's something good
About you about you
I know there's something warm
There's something warm
Good... about you

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