<$BlogRSDUrl$>

quarta-feira, janeiro 28, 2004

Eu e a Patrícia concordámos que o marido da Rosemary, no filme Rosemary's Baby (Polanski, 1968) era um parvo, ela disse mesmo, um tosco. Então andava metido naquilo e não dizia nada à rosinha. Isso não se faz, não admira que tantos matrimónios acabem tão cedo em divórcio.

rais ta parta 

por já teres visto "A Palavra" e pela mensagem que me mandaste hoje.

Tensão na blogosfera, tzzzzzzzzzzt.

Será que os animais têm sentido de humor? 

E com esta pertinente pergunta diletante, estou pronta para a cama.

Dreyer 

Eu que ainda sou tão verdinha em matéria de cinema, conheço um certo maluco narigudo experiente que, vá-se lá saber porquê que o homem é doido, outro dia numa sms disse-me: "Foste ver A Palavra à cinemateca, foi? Acho muito bem!" Não sei de onde tirou a ideia, mas depois de ler acerca do sr. Carl-Theodor Dreyer fiquei cheinha de vontade de ver filmes dele. Ainda mais depois de saber que o Bergman nunca escondeu as suas referências a este digno senhor. Acerca da "Palavra" ("Ordet"), li:

"A disconnected, soft spoken man wanders into the vast open field of the Danish countryside, as he often does, preaching to the wind, believing that he is Jesus Christ. His name is Johannes Borgen (Preben Lerdorff Rye), a theology student who suffered a mental breakdown pondering the fundamental questions of faith and religion. (...) Morten is a pious man who believes in a personal, unstructured relationship with God, and is racked with guilt over Johannes' madness. Morten had encouraged Johannes to immerse himself in his studies, convinced that his son's charismatic personality and passionate devotion would make him ideally suited to restore the villagers' faith in God. Now, he prays for Johannes' suffering to end. (...)
Using long panning shots and spare, precise composition, Carl Theodor Dreyer examines the complex nature of faith in Ordet. There is a glimpse of its elusiveness in Johannes' distracted, rambling speech, questioning people's skepticism and inability to accept the existence of miracles in the modern world. Peter's callousness and intractability reflect the intolerance of placing organized religion above compassion and human decency, an austerity similarly explored by Ingmar Bergman. Despite his innate goodness and sincerity, Mikkel's lack of faith prevents him from imploring God to grant what would seem to be an impossible wish. Similarly, Morten's faith also proves to be imperfect as he dismisses Johannes' visions as delusions. In the end, the words of the seeming madman prove to be enlightened, as Johannes provides the testament, the Word, that redeems the family from their overwhelming pain and misery. But what is the Word? It is a deeply personal question that is best answered in silence and introspection."


Para corrigir isto nada melhor que ir mais vezes à cinemateca, ainda este mês deram "A Paixão de Joan D'Arc". Amigo cinéfilo do culto do téni, rapta-me mais vezes!!!

Deathcab for Cutie 

Acho que a melhor cover que alguma vez ouvi foi a versão que os Deathcab for Cutie fizeram da música da Björk, "All is Full of Love".

não é do hitchcock, mas... 

Há um site de onde eu perderia a conta da quantidade de coisas que valeriam a pena transcrever. Por isso mais vale deixar o link, o site é o blog janela-indiscreta, que conta com uma quantidade sem fim de comentários, relatos, recortes, artigos, entrevistas, imagens, sons, de cinema, música, artes plásticas, história da arte, ciências e do que mais calhar.

Mogwai 

Parece impossível, continuo indecisa quanto a comprar o bilhete para Mogwai, que é já no dia 5 de fevereiro. Motivos: não sei. Gosto imenso do único cd que tenho deles, o Rock Action, e das restantes dezenas de músicas (se é que chega a 2) que tenho em mp3.
Há uma música deles que andava a perturbar a imaginação de um modo fantástico, pelos ruídos não facilmente identificáveis, que julgava ser a "angels vs. aliens" mas afinal era a "robot chant". Paciência para o robot, prefiro continuar a imaginar a luta dos anjos e dos ets. Ou então, um robot a cantar uma história acerca dessa batalha com fracos aparelhos de som a registarem um pouco do que se passa e das defesas/ataques. A verdadeira "angels vs. aliens tb soa muito engraçada.

Acabei de ler o pedido desperado do Barry no seu site escrevendo da Alemanha, "Ok, must go and sit on the bus with a headache and a moany mood. Paracetamol don't work, has anyone got any Morphine??? " por isso já se sabe, aceitam-se donativos para o guitarrista da banda.

O pior é que a pessoa que me mostrou mogwai, e que por acaso vive numa terra vizinha à deles, fez anos na segunda e não só não lhe enviei uma prenda como me esqueci de lhe dar os parabéns.

segunda-feira, janeiro 26, 2004

africa nos meus sonhos 

O título foi piroso de propósito, mas hoje sonhei com áfrica. Não me perguntem porquê, nem tenho a sensação que o verdadeiro território africano, apesar de grande, se pareça com o que vi dentro da minha cabeça esta noite. Vou escrever já para depois não me esquecer dos promenores, foi grandinho...

Estava eu num restaurante na Austrália com os meus pais e o meu irmão. A minha prima tinha-se acabado de casar. Como já tinha acabado de comer, disse que ia dar uma corridinha rápida até África. O meu irmão exclamou "ÁFRICA???", mas a minha mãe disse "deixa-a lá ir, ela está de mau humor". E lá fui eu a correr até África. Cheguei lá num instante. Tinha noção de que, estando na Austrália e indo em frente, iria ter à África do Sul. Provavelmente iria haver zonas militares, pensei, e devia ter cuidado. De facto, assim que cheguei era um quartel. Mas os militares estavam com ar bem disposto, muitos nem estavam fardados e tinham roupa branca. Como não havia perigo continuei a minha aventura em África. Pensei, sempre imaginei África com muitas árvores de fruto, e de facto, logo a seguir ao quartel, havia imensas bananeiras - com umas bananas muitíssimo brilhantes e maiores que o normal. Continuei contentinha, e reparei (na altura "lembrei-me") de que os meus tios estavam todos lá, por isso se calhar é que a minha mãe não se tinha preocupado e depois até ia lá ter. Aquilo era um autêntico parque de diversões, literalmente. Havia a branca de neve a andar à roda, havia carrosséis, havia excursões de crianças, havia ingleses nas enfermarias. "Relmente a vida em África tem vindo a mudar muito", pensei. O parque de diversões é que era pobrezinho mas achei normal por "por eles terem pouco dinheiro". Cada um dos meus tios (6 ao todo), que tinham lá chegado também depois do almoço, andavam a ganhar uns trocos a fazer de guias às excursões de crianças estrangeiras. Acho que o tio António e a minha tia tinham um grupo de pretinhos. O tio Chico apareceu lá e disse "já viste, como sou baixote, deram-me um grupo de crianças chinesas", e lá ia ele a guiar os chinesinhos. Acho que também havia crianças índias lá. E o tio Manel tinha um grupo de brancos e tinha um ar meio mal disposto. Aquilo fez-me uma certa confusão, "então eles aceitam assim qualquer pessoa para servir de guia que nem conhece isto?", e eles "sim", e eu pensei "bom isto é África e eles não devem ter muito dinheiro para ter guias à séria." Uma rapariga que lá estava disse, "sim, mas se tirares cá um curso de guia, depois recebes muito mais dinheiro", "é justo e faz sentido", disse eu. "Ya mas nem me digas nada que eu só tou a receber uma ninharia, nem quero pensar nisso!!!". Entretanto eu achava que já seriam horas de voltar, mas apareceu-me lá um homem que me pediu se lhe podia mostrar algumas coisas de lá, por exemplo para cima. Eu disse, bem eu posso mostrar um bocadinho mas também eu não conheço muito disto, mas depois posso subir um bocadinho também para eu ver como é. O homem parecia-se com o J Mascis dos Dinosaur Jr à mistura com outras pessoas que não me lembro quem eram. E disse-lhe, "é engraçado, tu pareces-te imenso com um músico que é o J Mascis, cantava numa banda que eram os Dinosaur Jr". E ele disse "isso é muito estranho, como é que eu me pareço esse J Mascis que eu nem conheço?" e começamos a subir umas escadas em caracol muito largas numa casa de madeira, as escadas ocupavam a superfície inteira do chão e não se viam andares, só subíamos. Entretanto estávamos a subir e uma velhota ia a descer, muito baixa, velha e amarelada e eu perguntei "falta muito para chegar a algum lado?" e ela disse "hihihi... cada um chega quando merece". Entretanto foi por essa altura que eu fiquei lúcida (ou seja, tomar consciência que estava num sonho e de que sendo assim posso escolher muitas das coisas que se passam à minha volta ou fazer o que me apetecer). Então exclamei "Ei, estou lúcida!! Tu também?" e ele disse "então não estavas já?" e eu pensava "bom, ele é um personagem de sonho que não existe por isso é normal que não perceba" e fazia-me uma certa confusão como estas pessoas dos sonhos agiam sabendo eu que não eram reais. Avisei, "eu vou voar" e comecei a voar rápido a subir e a descer (a descer bem rápido dava uma adrenalina do caraças!); olhei para trás e ele também podia voar mas eu achava-o um bocado chato. Entretanto cheguei lá fora, sempre a voar naquela sensação óptima "woohoooo estou a sonhar!" e ia bem rápido e contente. Entrei por uma porta e o homem que entretanto era uma rapariga pretinha gritou "não entres aí!!!" e aquilo era uma sala de bowling onde havia bolas por todo o lado a serem atiradas. pensei, "oops" e nessa altura vi a Xana lá com ar "então, cuidado! entras assim aqui..." e eu saí de lá de dentro mas nesse momento o meu alarme tocou bem alto e acordei. Pensei "quem me dera não ter posto despertador... tenho que escrever este sonho"... e a minha cabeça parecia que vibrava de maneira diferente mas isto já é a parte acordada e já não interessa. uf.

domingo, janeiro 25, 2004

vendido! 

Aquele quarentão do Nicolau Caverna tornou-se num vendido. Não é que acrescentou segunda data em Lisboa? Espero ao menos que com a pica do dinheiro que vai receber destes dois concertos fuja ainda mais à descrição que lhe pertence no catálogo do C.C.B...
"carismático, artista de culto, num espectáculo de baladas inesquecíveis com o cantor mais alternativo da pop contemporânea"
bom, vendido ou não é claro que gosto à mesma do nickito! e ainda bem que optou por Portugal e Itália e não Espanha e Itália ou coisa que o valha. E com a segunda data anunciada, a sra. Marta Onofre já conseguirá um bilhete se ainda estiver disposta a ir (oops perdi o endereço do seu site laranja-mecanizado).

sexta-feira, janeiro 23, 2004

méééé 

peço desculpa ao mémé por nao me ter informado que já existia uma banda de tributo aos xutos e pontapés.
peço também desculpa pelo meu erro, não era "putos e pontapés", e sim "putos a pontapés" que se pretendia ver escrito. Ideia, por sinal, do cabeludo da bateria.

quinta-feira, janeiro 22, 2004

pequeno almoço inglês 

E por fim Luís, que não é o sobrinho do pato Donald mas podia ser, o último ex camarada de banda que ainda nao tinha blog, criou o seu pequeno almoço à inglesa. Bacon and eggs, aqui.

Carne e flores e carne e flores... 

Andava eu perdida na obcessão de encontrar uma proposta para uma ilustração, até ter um sonho que me iluminou em que dentro dele tive a melhor ideia - um talho com flores. Nada de anormal nisso, foi o que mais vi em Espanha no ano passado. Para decorar a carninha pendurada em sangue, nada melhor que umas florzinhas amarelas, rosa, laranja, brancas, etc.
Ao pesquisar na internet fotos de talhos, encontrei esta imagem... uuh.

carnicero

O autor é um argentino de nome Armando Donnini, o quadro é de 1976, tinta e aguarela. Gostei muito. Recolhi a imagem deste site. A galeria virtual do Armando está aqui. O outro Armando vai ser operado ao nariz. Cortadito ao meio e depois uma marretada lá dentro, é verídico, é assim que se fazem as operações ao nariz. Esperemos só que não o operem com os instrumentos desta figura, ou qualquer dia víamos aquele nariz gigante pendurado num talho em promoção.

Sou uma pata choca 

Num blog vizinho que fala de bolotas e cadáveres e pastilhas e preços baratos, li isto:

"Um comentário crítico e anónimo ao sr blog da pata choca foi o seguinte:
«ela fez lá uma análise do Dostoiévsky que aquilo parecia uma tese de doutoramento!(...)ela gosta de produzir teses de doutoramento em cada post que escreve(...)ela tem q por mais "engate online", o povo quer mais "engate online"!»"


É tramado.

Pensava que isso fosse o Maestro Ribeiro da banda filarmónica da Póvoa de Santa Iria a falar da sua filha doutorada, até perceber que a pessoa anónima se referia ao meu blog.

quarta-feira, janeiro 21, 2004

bandas de tributo 

Há quem se divirta a tocar em bandas de tributo a alguém que se goste... como é o caso do J Mascis, dos ex dinosaur jr que anda numa de tributo aos Led Zeppelin sob o nome "Lard Zeppelin". Ou o Eddie Vedder com 2 dos The Fastbacks em tributo aos The Who sob o nome The What (aconteceu cá em Portugal).
E seguindo essa linha de pensamento... Putos e Pontapés seria um bom nome para a maior banda do rock português (esta foi para o mémé! ;)

segunda-feira, janeiro 19, 2004

A Dream within a Dream 

Take this kiss upon the brow!
And, in parting from you now,
Thus much let me avow-
You are not wrong, who deem
That my days have been a dream;
Yet if hope has flown away
In a night, or in a day,
In a vision, or in none,
Is it therefore the less gone?
All that we see or seem
Is but a dream within a dream.
I stand amid the roar
Of a surf-tormented shore,
And I hold within my hand
Grains of the golden sand-
How few! yet how they creep
Through my fingers to the deep,
While I weep- while I weep!
O God! can I not grasp
Them with a tighter clasp?
O God! can I not save
One from the pitiless wave?
Is all that we see or seem
But a dream within a dream?


Edgar Allan Poe (1827)

DU MUSST CALIGARI WERDEN 

que bonito era o Cesare, do Gabinete do Dr Caligari (Das Kabinett des Doktor Caligari). em 1920 eles usaram técnicas expressionistas com cenários tão giros. e que coincidencia, ele parecia-se tanto com o eduardo maos de tesoura, nao fosse nao ter maos de tesoura. não me admirava da coincidência de o tim burton ter visto isto. mas sou burrinha e não percebi o final. vou ver o filme outra vez mas entretanto já li acerca dele - a lógica da narrativa assemelha-se a um conto que li uma vez do Edgar Allan Poe, "The System of Dr. Tarr and Professon Feather ".... quem era o louco do asilo afinal?

sábado, janeiro 17, 2004

motivos que levam as pessoas a vir ao meu blog 

Quem não segue um link do blog rais-ta-parta (73% das pessoas chegam aqui por lá), é porque aconteceu um acidente, e ao pesquisar qualquer coisa no google que lhes interessava, o google associa palavras que aqui aparecem soltas, e na sua inteligência artificial anuncia-lhes a criança quá quá. Entre outras coisas, estas foram pesquisas feitas por pessoas a quem o google sorrateiramente quaquizou : "comprimidos ben-u-ron"; "cartoons+festa de anos"; "grilo - banda desenhada"; "nick cave ccb bilhetes"; "princesas disney poster"; "banda desenhada de todas as raças"; "cartoons mickey country"; "historias com moral"; "fotos kurt criança"; "galinhas + ilustração"; "the great lesbian show santiago alquimista".
Agora pergunto-me, quem vem aqui sabendo o que isto é (nem eu bem sei), vem aqui para quê?

sexta-feira, janeiro 16, 2004

mémé contra sissi 

bom, o sissi começou com um "toma lá" no seu blog para o mémé, provocando-o pela sua tara pelos xutos e pontapés. pois pois, mas o mémé responde com o seu "toma lá II", agora até vejo o meu nome lá! acusada de provocar overdoses de filosofia (wooo altamente). o mémé e o sissi, que dois, que dois. o mémé também me gozou hoje porque eu disse que tinha vontade de fazer xixi. isso leva um ponto a mais para o sissi. quem irá ganhar, quem quem? só alguém sairá vivo desta luta neo greco-romana. apertem os cintos, como diz o durão barroso. (final dádá sem importância maior, mas claro que tudo o que escrevo está cheio de filosofias escondidas).

terça-feira, janeiro 13, 2004

o que os ilustradores ensinam sobre música 

Hoje o ilustre ilustrador Daniel Lima (ver revista Pública, suplemento do Público aos Domingos) revelou-me que existem inúmeras bandas de extrema-direita, incluindo no rock japonês, e espantou-se muito por eu não saber disso. [O resto deste parágrafo foi lamentavelmente censurado, após ter descoberto que navegantes da internet vieram aqui ter por acaso ao pesquisar a sua pessoa].

O famoso ilustrador autor do "Filosofia de Ponta" Nuno Saraiva (ver o "Inimigo Público", sai às 6as e o seu peculiar nariz) contou-me que, como muita gente não sabe, o Carlos Paredes está em estado vegetativo há cerca de dez anos e não morreu coisíssima nenhuma como anunciaram dois jornais há uns tempos (a minha mãe também vivia na ilusão de que ele estava morto).

O futuro-em-breve ilustrador estrangeiro M. William Kirkland (ver o seu design para o site dos velouria) falou-me já de muitas lindas bandas pouco divulgadas, entre eles o lindíssimo Martin Grech (só o seu site merece uma espreitadela) e os Snow Patrol.

E finalmente, o futuro-talvez-espera-se-que-sim-mas-receia-deixar-o-mal-afamado-curso-de-arquitectura ilustrador Silas Ferreira começou hoje a sua rádio privada no cotonete, a rádio ta parta. Mui bien digo eu, comecei por ouvir os At the Drive in que gosto assim assim, entretanto já deu Jeff Buckley, Aimee Mann, agora dá música clássica (Haydn) e em seguida espera-se Velvet Underground.

segunda-feira, janeiro 12, 2004

bem dito, sicílias! 

"Não acredito em pessoas que defendem os pobres não o sendo. Falta-lhes autoridade. Só a experiência proporciona uma visão acertada das reais necessidades de quem o é.
Na longa lista de personalidades que auxiliaram os pobrezinhos, encontramos Sophia de Mello Breyner Andressen, cuja poesia me enjoa. Defender a liberdade de expressão e acusar a opressão por meio da cultura clássica é um devaneio burguês a que apenas uma favorecida filha de pais desafogados se podia dar. É tudo tão lírico que se torna redundante (...)
."

Uau, parece que encontrei alguém que partilha a mesma embirração que eu pela Sophia de Mello Breyner. Embora eu nunca tenha formado uma opinião consistente para explicar o porquê disso. Bem dito, silas.
No entanto há um poema dela q gosto do início, acerca das pessoas sensíveis - "As pessoas sensíveis não são capazes de matar galinhas / As pessoas sensíveis só são capazes de comer galinhas"...

sábado, janeiro 10, 2004

Entre dadaísmo e conceptualismo 

A experiência que tive na Arco em Madrid há quase um ano deu uma revolta no meu conceito de arte. Que, como pensei na altura, tanto poderia ter ali acontecido como em outro local qualquer que não fosse uma "mega feira internacional de arte", foi apenas a visão que se alterou de modo a ver arte nos tubos e nas maçanetas e no andar das pessoas e no som e no que quer que fosse e não apenas nos objectos expostos ditos "artísticos". Observei como limitado é na arte - não a própria arte - mas o ponto de vista do observador, que fica estático a mirar o que tem na sua frente, que nem sequer vê o mesmo da pessoa que está ao lado e faz o mesmo, que só por ser mais alta ou mais baixa já vê uma coisa diferente... bom, tudo isso para dizer que essa tal "revolução" na mente acerca do conceito artístico era afinal - o que eu só soube meses depois - algo muito a ver com um movimento muito pouco falado, que é a arte conceptual. Acerca da arte conceptual, diz-se na revista online "Crítica" (que descobri esta noite e que me está a interessar bastante):

"(...) Um dos movimentos que mais tem posto em causa a própria noção de arte e que mais desconfiança tem despertado em sectores mais conservadores da crítica. Desconfiança partilhada por uma grande parte dos frequentadores de museus e galerias, mas que entretanto vem manifestando alguma resignação, na esperança de que o tempo se encarregue de repor a verdade artístíca.

É curioso verificar que a arte conceptual é mal conhecida e, simultaneamente, fervorosamente repudiada por muitos. (...) Mas são realçados aspectos centrais da arte conceptual, como a chamada "morte do autor", a desmaterialização da obra de arte e o fim do papel contemplativo do público.
(...)"

Fica aqui um apelo ao amigo cinéfilo para se expressar acerca deste movimento que tanto o tem inspirado ;) (ou será que ele acha ridículo tudo o que acabei de escrever...)

quarta-feira, janeiro 07, 2004

sobre o Fiódor D. 

Agora que adquiri noção da minha capacidade para fazer posts decadentes como foi o caso do último, vou voltar a uma escrita mais sóbria.

Comecei há pouco tempo a ler o romance "O Duplo", de Fiódor Dostoiéveski (porque é que soa tão bem dizer que anda a ler um livro do Dostoiévski?). Nunca tinha lido nada dele, optei por este livro pelo tema (algo que lida com a "afirmação da liberdade contra instiuições e normas existentes" e que acaba por levar o personagem a uma insanidade mental) e surpreendeu-me imenso a capacidade que este homem teve para descrever as relações humanas e o que vai pelo interior das pessoas em qualquer instante de comunicação (ingenuidade minha, não é à toa que ficou célebre). E o livro abre assim:

"Eram quase oito da manhã quando o conselheiro titular Iákov Petróvitch Goliádkin acordou do seu longo sono, bocejou, se espreguiçou e, finalmente, abriu por completo os olhos. Ainda ficou mais dois minutinhos na cama, como uma pessoa que não tem a certeza absoluta de estar ou não acordada nem de saber se o que se passa à sua volta é a realidade ou a sequela dos desencontrados sonhos da sua noite."

domingo, janeiro 04, 2004

engate online 

Para não comprometer ninguém, troquei os nomes destas pesssoas. No fundo eles ainda devem gostar um pouco um do outro, o que acham? O público decide:
Para SIM - 960041987, para NAO - 9600041988 - custo da chamada: 7 elevado a 100 cêntimos


Alexander Davi says:
sabes eu até era capaz de beijar a frente de toda a gente da igreja
Alexander Davi says:
...
Anastacia Gri says:
...
Alexander Davi says:
????
Anastacia Gri says:
eu não
Alexander Davi says:
pk..tens vergonha de mim?
Anastacia Gri says:
não é de ti
Anastacia Gri says:
é de dar beijos em publico
Anastacia Gri says:
além do mais neste momento não era capaz de te beijar
Alexander Davi says:
pk''
Alexander Davi says:
??
Anastacia Gri says:
a minha promesa!!
Alexander Davi says:
MAS SEM SER A PROMESSA
Alexander Davi says:
desculpa
Alexander Davi says:
a maiusculas
Alexander Davi says:
mas sem a promessa ñ eras?
Anastacia Gri says:
axo que não
Alexander Davi says:
mas pk??
Alexander Davi says:
tens nojo de mim??
Anastacia Gri says:
pk era um risco
Alexander Davi says:
tás magoada cmg??
Anastacia Gri says:
não
Anastacia Gri says:
nada disso
Anastacia Gri says:
pk na altura em que te beijasse à frente do pessoal da igrieja tinha de ter a certeza de que se tratava de uma coisa memo séria
Alexander Davi says:
mas eu ñ estou a falar a fernte do pessoal
Alexander Davi says:
só nos os dois
Anastacia Gri says:
era capz
Anastacia Gri says:
mas não quero
Alexander Davi says:
eu sei..
Alexander Davi says:
eu repeito-te
Alexander Davi says:
respeito-te
Alexander Davi says:
mas ñ posso negar e ñ sinto saudades dos teus beijos
Alexander Davi says:
que*
Anastacia Gri says:
se não podes negar afirmas
Anastacia Gri says:
que não sentes saudades dos meus beijos
Alexander Davi says:
ñ..
Alexander Davi says:
eu afirmo q ainda tenho saudaudes
Anastacia Gri says:
acontecd
Alexander Davi says:
...
Alexander Davi says:
õk

sexta-feira, janeiro 02, 2004

"Your cracked country lips
I still wish to kiss
As to be by the strength of you skin
Your magnetic movements
Still capture the minutes I'm in
But it grieves my heart, love
To see you tryin' to be a part of
A world that just don't exist.
It's all just a dream, babe
A vacuum, a scheme, babe
That sucks you into feelin' like this.
(...)
I'd forever talk to you
But soon my words
They would turn into a meaningless ring
For deep in my heart
I know there is no help I can bring
Everything passes
Everything changes
Just do what you think you should do
And someday, maybe
Who knows, baby
I'll come and be cryin' to you."


Bob Dylan - Ramona (1964)

This page is powered by Blogger. Isn't yours?