quarta-feira, março 31, 2004
We love the Television
Temos o maior estúdio de televisão da Europa!
Vamos festejar!
Oh não, a cadela tá com o cio e pingou no quarto da minha mãe!
Já tá a festa arruinada.
Vamos festejar!
Oh não, a cadela tá com o cio e pingou no quarto da minha mãe!
Já tá a festa arruinada.
segunda-feira, março 29, 2004
Juízos de mãe
"És afinadinha, voz agradável, mas é fraquinha e pareces uma criança a cantar. Não é cheia. Não te posso dizer maravilhas. Se te ouvisse na rádio pensava que era uma criancinha. Tens que saber lidar com as críticas, estou a ser sincera".
E isso é óptimo mas dá-me vontade de enterrar a voz num poço.
E isso é óptimo mas dá-me vontade de enterrar a voz num poço.
curt kirkwood
Alguns meses depois de terem rompido os Eyes Adrift (com o baixista Krist Novoselic dos nirvana e o baterista Bud Gaugh dos sublime) o Curt Kirkwood (ex-meat puppet) está de volta e com um site só para si!
Será desta que ele vem à Europa...
Considerações de Bruno Rosa
Fala-se de estereótipos, Bruno Rosa diz que também me consegue incluir num grupo, eu pergunto qual? e ele diz:
"tás no grupo das vegetarianas excentricas q adoram mess with peoples minds"
acrescentando
"e q gostam de companhia inteligente, e têm inteligencia suficiente pra manter uma conversa comigo e rir de minhas piadas"
e assim bruno rosa mostrou que em momentos que não se queixa do mundo e das mulheres e dos gays é uma pessoa espirituosa.
"tás no grupo das vegetarianas excentricas q adoram mess with peoples minds"
acrescentando
"e q gostam de companhia inteligente, e têm inteligencia suficiente pra manter uma conversa comigo e rir de minhas piadas"
e assim bruno rosa mostrou que em momentos que não se queixa do mundo e das mulheres e dos gays é uma pessoa espirituosa.
domingo, março 28, 2004
(des)Concertante
Ontem foi dia mundial do teatro, e no D. Maria II pretendeu-se atrair diferentes públicos, propondo uma série diversificada ((des)concertante)) de espectáculos ao longo do dia, todos com entrada gratuita. Bom sinal, as pessas aderiram e as salas estavam cheias.
O primeiro foi uma versão infantil do Sonho de uma noite de verão do shakespeare, faltei; o segundo foi as Horas do Diabo, os textos do pessoa e dos outros em 3 línguas, cheguei lá meia hora antes já tinha esgotado; para as peças da noite os bilhetes podiam ser levantados a partir das 6, chegámos lá passados 5 minutos já estava uma fila enorme; passado um bocado veio a senhora dizer que o (V)itórika ("operação cénica" de colagem de textos do Wiliam Burroughs e música electrónica) já tinha esgotado; mais um bocado e o Restitus (performance/instalação a interagir com o público) também tinha esgotado; faltavam as 2 últimas que eu mais o amigo cinéfilo ainda conseguimos os bilhetes (aleluia!).
Royal Box: esta peça distingua-se das outras no panfleto pois continha pouquíssima informação - o nome de duas pessoas no lugar dos actores, a nota "[em inglês]", e 2 linhas para a produção. Acerca do espectáculo? nada. Nada. Nada. Não sabíamos o que íamos ver. E depois de ter saído de lá o que posso eu dizer? Nada. Nada. excepto: é preciso dar a conhecer o Gonçalo Ferreira de Almeida ao mundo!!!!!!
Para terminar, Vera Mantero a cantar os americanos cole porter e kurt weill e outros acompanhada ao piano. Foi bonito, a voz forte e trabalhada, a afinação impecável tal como no dizia no papel, sem falhas, é que me fez questionar se isso não seria uma falha. Se interpretar a actuação como um concerto, acho que foi. Se interpretar como uma performance em forma de concerto, então não foi. E mais uma vez, já dizia também o amigo cinéfilo, tudo depende do olhar do espectador e isso tem piada.
O primeiro foi uma versão infantil do Sonho de uma noite de verão do shakespeare, faltei; o segundo foi as Horas do Diabo, os textos do pessoa e dos outros em 3 línguas, cheguei lá meia hora antes já tinha esgotado; para as peças da noite os bilhetes podiam ser levantados a partir das 6, chegámos lá passados 5 minutos já estava uma fila enorme; passado um bocado veio a senhora dizer que o (V)itórika ("operação cénica" de colagem de textos do Wiliam Burroughs e música electrónica) já tinha esgotado; mais um bocado e o Restitus (performance/instalação a interagir com o público) também tinha esgotado; faltavam as 2 últimas que eu mais o amigo cinéfilo ainda conseguimos os bilhetes (aleluia!).
Royal Box: esta peça distingua-se das outras no panfleto pois continha pouquíssima informação - o nome de duas pessoas no lugar dos actores, a nota "[em inglês]", e 2 linhas para a produção. Acerca do espectáculo? nada. Nada. Nada. Não sabíamos o que íamos ver. E depois de ter saído de lá o que posso eu dizer? Nada. Nada. excepto: é preciso dar a conhecer o Gonçalo Ferreira de Almeida ao mundo!!!!!!
Para terminar, Vera Mantero a cantar os americanos cole porter e kurt weill e outros acompanhada ao piano. Foi bonito, a voz forte e trabalhada, a afinação impecável tal como no dizia no papel, sem falhas, é que me fez questionar se isso não seria uma falha. Se interpretar a actuação como um concerto, acho que foi. Se interpretar como uma performance em forma de concerto, então não foi. E mais uma vez, já dizia também o amigo cinéfilo, tudo depende do olhar do espectador e isso tem piada.
Como nasce um paradigma
(Recebi isto num e-mail):
«Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, em cujo centro puseram uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas. Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jacto de água fria nos que estavam no chão.
Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros enchiam-no de pancada.
Passado mais algum tempo, mais nenhum macaco subia a escada, apesar da tentação das bananas.
Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos. A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo rapidamente retirado pelos outros, que lhe bateram. Depois de alguma surras, o novo integrante do grupo não subia mais a escada. Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado, com entusiasmo, na surra ao novato. Um terceiro foi trocado, e repetiu-se o facto. Um quarto e, finalmente, o último dos veteranos foi substituído.
Os cientistas ficaram, então, com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam a bater naquele que tentasse chegar às bananas.
Se fosse possível perguntar a algum deles porque batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria:
"Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui..."»
"É MAIS FÁCIL DESINTEGRAR UM ÁTOMO DO QUE UM PRECONCEITO"
(Albert Einstein)
«Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, em cujo centro puseram uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas. Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jacto de água fria nos que estavam no chão.
Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros enchiam-no de pancada.
Passado mais algum tempo, mais nenhum macaco subia a escada, apesar da tentação das bananas.
Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos. A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo rapidamente retirado pelos outros, que lhe bateram. Depois de alguma surras, o novo integrante do grupo não subia mais a escada. Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado, com entusiasmo, na surra ao novato. Um terceiro foi trocado, e repetiu-se o facto. Um quarto e, finalmente, o último dos veteranos foi substituído.
Os cientistas ficaram, então, com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam a bater naquele que tentasse chegar às bananas.
Se fosse possível perguntar a algum deles porque batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria:
"Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui..."»
"É MAIS FÁCIL DESINTEGRAR UM ÁTOMO DO QUE UM PRECONCEITO"
(Albert Einstein)
sexta-feira, março 26, 2004
a lógica dos sonhos
hoje num sonho longo e com uns diálogos estranhos q ainda me lembro bem mas não interessa para aqui contar, houve um momento em que duvidei de tudo pois achei q a coisa não fazia sentido; mas depois não me apeteceu contrariar as pessoas no sonho que achavam aquilo normal e continuei, sem perceber que estava a sonhar.
A coisa era era um problema de localização espacial: estava na costa este dos estados unidos (ui! e era um sitio todo branco), havia em frente o oceano e muito ao fundo avistava-se terra; essa terra era a costa oeste dos estados unidos :| também se avistava a antártida, mas as costas foram mesmo o que me fez confusão.
Os estados unidos não fazem sentido nem em sonhos.
A coisa era era um problema de localização espacial: estava na costa este dos estados unidos (ui! e era um sitio todo branco), havia em frente o oceano e muito ao fundo avistava-se terra; essa terra era a costa oeste dos estados unidos :| também se avistava a antártida, mas as costas foram mesmo o que me fez confusão.
Os estados unidos não fazem sentido nem em sonhos.
quarta-feira, março 24, 2004
Se é fácil gozar com as coisas
E mais difícil reconhecer-lhes a beleza como alguém dizia outro dia, então eu diria que o pedro nora tem o mérito raro de aliar histórias e desenhos demasiado bonitos para se gozar com eles.
Alternativo
É uma palavra em vias de extinção.
segunda-feira, março 22, 2004
É altura de desmentir
No largo e árduo caminho da purificação dos seres penados, chega a altura (para todos os seres penados), de desmentir as falsas calúnias em blogs. Infelizmente eu havia caído na tentação da mentira, mas castigo-me desde já começando por corrigir os meus erros:
1º Não me lembro do primeiro mas há-de ter sido algum;
2º "No Charco" é uma história fictícia;
3º A criança quá quá não acha que a música nazi seja fixe; na verdade ela não conhece música nazi para além da lili marlene e por isso não tem opinião consistente no assunto;
4º O amigo cinéfilo tem um nome, que não é Amigo Cinéfilo;
5º O patapouf também não se chama patapouf mas isso é segredo;
6º A criança quá quá não é pouco maior que um pato; é, quanto muito, pouco maior que 2 ou 3 patos empoleirados uns em cima dos outros;
7º A criança quá quá não sonha em ser um líder nazi;
8º A criança quá quá não é um pato; não é sequer um ser penado;
9º A criança quá quá não é, segundo as legislaturas, uma criança;
10º A criança quá quá caga para as legislaturas;
11º Todo o resto aqui presente promete ser a verdade, toda a verdade, e nada mais que a verdade (mas com letra pequena).
1º Não me lembro do primeiro mas há-de ter sido algum;
2º "No Charco" é uma história fictícia;
3º A criança quá quá não acha que a música nazi seja fixe; na verdade ela não conhece música nazi para além da lili marlene e por isso não tem opinião consistente no assunto;
4º O amigo cinéfilo tem um nome, que não é Amigo Cinéfilo;
5º O patapouf também não se chama patapouf mas isso é segredo;
6º A criança quá quá não é pouco maior que um pato; é, quanto muito, pouco maior que 2 ou 3 patos empoleirados uns em cima dos outros;
7º A criança quá quá não sonha em ser um líder nazi;
8º A criança quá quá não é um pato; não é sequer um ser penado;
9º A criança quá quá não é, segundo as legislaturas, uma criança;
10º A criança quá quá caga para as legislaturas;
11º Todo o resto aqui presente promete ser a verdade, toda a verdade, e nada mais que a verdade (mas com letra pequena).
sábado, março 20, 2004
Assim funcionam os media
Ontem soube que um rapaz da minha banda preferida, os Meat Puppets - (o Cris Kirkwood, baixista, irmão do Curt que era vocalista), foi alvejado por um polícia já em Dezembro passado.
Bastou pesquisar no google "cris kirkwood shot", para aparecerem dezenas de sites de notícias a relatar a história, do parque de estacionamento, do polícia que o alvejou, do que o polícia sentiu, do que o Cris teria feito ao polícia, e, o mais importante nestas coisas, o estado crítico de saúde do Cris, seguindo-se um curto parágrafo a resumir a sua vida: tocava nos Meat Puppets, tiveram um single em 1994, tocaram com os nirvana no unplugged, o cris meteu-se nas drogas, o irmão não o quis mais na banda, a mulher morreu de overdose em 1998.
Sei que ele não morreu, pois quando isso acontecer a notícia estará espalhada por todo o lado e o Cris Kirkwood terá o seu momento de fama mais acentuado. Presumo que tenha recuperado do acidente, pois não há notícia que fale sobre isso: qual o interesse de dizer que ele teria sobrevivido?
E também, qual seria interesse nessas curtas linhas que resumem a sua vida e falam inevitavemente do abuso de drogas e da overdose da mulher e que um dia tocou na mtv com os nirvana, que ele cresceu no arizona, que começou por tocar banjo, que para além da banda é um artista plástico excelente e desenhou sempre os posters a anunciar os concertos, e o sentido de humor vincado nas letras dos meat puppets e bla bla bla bla.
Bastou pesquisar no google "cris kirkwood shot", para aparecerem dezenas de sites de notícias a relatar a história, do parque de estacionamento, do polícia que o alvejou, do que o polícia sentiu, do que o Cris teria feito ao polícia, e, o mais importante nestas coisas, o estado crítico de saúde do Cris, seguindo-se um curto parágrafo a resumir a sua vida: tocava nos Meat Puppets, tiveram um single em 1994, tocaram com os nirvana no unplugged, o cris meteu-se nas drogas, o irmão não o quis mais na banda, a mulher morreu de overdose em 1998.
Sei que ele não morreu, pois quando isso acontecer a notícia estará espalhada por todo o lado e o Cris Kirkwood terá o seu momento de fama mais acentuado. Presumo que tenha recuperado do acidente, pois não há notícia que fale sobre isso: qual o interesse de dizer que ele teria sobrevivido?
E também, qual seria interesse nessas curtas linhas que resumem a sua vida e falam inevitavemente do abuso de drogas e da overdose da mulher e que um dia tocou na mtv com os nirvana, que ele cresceu no arizona, que começou por tocar banjo, que para além da banda é um artista plástico excelente e desenhou sempre os posters a anunciar os concertos, e o sentido de humor vincado nas letras dos meat puppets e bla bla bla bla.
sexta-feira, março 19, 2004
Don't you know there is no Devil
There's just God when he's drunk.
(Tom waits, Heartattack and Vine)
(Tom waits, Heartattack and Vine)
quinta-feira, março 18, 2004
Música Nazi é Fixe
Música nazi é fixe.
quarta-feira, março 17, 2004
No Star Trek
Seria original se, ao menos por vez, fosse o Mr Spock a fazer o papel de galã e não o comandante Kirk.
Família feliz nos 1890s
O pai e a mãe tocam um instrumento engraçadíssimo, a guitarra-harpa, em voga na época.
No dia em que vir uma coisa destas à minha frente sou capaz de largar um "iiiiiih".
(Mais fotos de guitarras harpa aqui. Segundo o patapouf estas guitarras voltaram na era do rock pscicadélico. Mas teriam essas bandas coloridas um ar mais psicadélico do que o preto e branco desta família fantasma?)
A noite passada
Estava linda. Um nevoeiro que se transformava em amarelo e verde com os candeeiros, e muitos pássaros a chilrear.
O táxi andava por estradas para cima e para baixo e fazia cócegas na barriga.
O táxi andava por estradas para cima e para baixo e fazia cócegas na barriga.
segunda-feira, março 15, 2004
Felicidade
Vi a ponta cónica de um objecto cor de rosa bebé, no topo de uma prateleira daqueles armários que se abrem todos os dias mas só se olha para a parte de baixo pois o senso comum vai direito aos copos de vidro por onde sempre, devido a hábito quotidiano facilitado, se bebe água nesta casa...
... era o meu biberon.
... era o meu biberon.
domingo, março 14, 2004
Sonhando com ilusões
"Uma das experiências míticas mais intensas é a experiência de acontecimentos que nos fazem questionar a nossa certeza quanto ao que é ou não é real. Do ponto de vista indiano, a condição básica da experiência humana é a da ilusão (...). Quando vislumbramos o poder da ilusão na vida desperta, poderemos resistir-lhe ou interpretá-lo erradamente. Mas, durante o sono, quando as defesas do pensamento do real estão em repouso, sonhamos com ilusões - isto é, sonhamos com coisas que se revelam diferentes do que pareciam ser, com coisas que se parecem transformar, uma e outra vez, numa e noutra forma (...) Quando acordamos, podemos submeter estas introspecções a qualquer tipo de testes, tentando assim estabelecer uma qualquer relação entre a realidade do sonho e a realidade desperta (...). No entanto, quaisquer que sejam os resultados destes testes, encontramo-nos, em última análise, perante um cul-de-sac ontológico que torna os testes insignificantes e que requer um esforço de fé se pretendemos adivinhar o que é ou não é real (...). Esse esforço é um gesto artístico e imaginativo da criação e descoberta (...)."
Wendy Doniger O'Flaherty, "Sonhos, Ilusão e Outras Realidades" (Assírio & Alvim)
Tão bom encontrar livros que falam directamente connosco...
Wendy Doniger O'Flaherty, "Sonhos, Ilusão e Outras Realidades" (Assírio & Alvim)
Tão bom encontrar livros que falam directamente connosco...
sábado, março 13, 2004
Quanto a planeamentos
Tudo o que sei é que as pessoas que conheço que mais planeiam a vida são também aquelas que se queixam mais por a vida não correr como elas queriam.
A vergonha dos médicos em Portugal
Quando eu vivia dentro da barriga da minha mãe há pouco mais de 19 anos, o médico viu-me pelo ecrã e disse:
"Ena, 7 cm de fémore! Vai ser uma rapariga muito alta!"
E agora olhem para mim, sou pouco maior que um pato. É o que dá julgar um feto pelo tamanho da coxa.
"Ena, 7 cm de fémore! Vai ser uma rapariga muito alta!"
E agora olhem para mim, sou pouco maior que um pato. É o que dá julgar um feto pelo tamanho da coxa.
sexta-feira, março 12, 2004
A vergonha dos licenciados em Portugal
Pessoas com mestrado em Idade Média às vezes revelam-se uma nulidade na sua área com perguntas simples como esta:
Criança contente - E como é que faziam as mulheres na Idade Média quando tinham o período?
Criança com mestrado - Então... iam fazer lá atrás...
Criança cinéfila - mas ó... isso não se faz....
(enquanto escrevia isto dei conta que existe entre mestrado e menstruado uma diferença de poucas letras!)
Criança contente - E como é que faziam as mulheres na Idade Média quando tinham o período?
Criança com mestrado - Então... iam fazer lá atrás...
Criança cinéfila - mas ó... isso não se faz....
(enquanto escrevia isto dei conta que existe entre mestrado e menstruado uma diferença de poucas letras!)
Bela e Sebastião
Há uma boa meia dúzia de bandas actuais escocesas de que gosto, mas foram os (auto-titulados pop) Belle and Sebastian na sua alegre melancolia que lhes é peculiar, que escreveram alguns dos versos cantados que me soam mais bonitos na sua música Get Me Away From Here, I'm Dying...
Oh, I settle down with some old story
About a boy who's just like me
Thought there was love in everything and everyone, you're so naïve
They always reach a sorry ending
They always get it in the end
Still it was worth as I turned the pages solemnly and then,
With a winning smile, the boy
With naïvety succeeds
At the final moment, I cried..
I always cry at endings
(para além dos Belle & Seb também sou fã do Bela Lugosi mas isso já não tem nada a ver com o resto)
Oh, I settle down with some old story
About a boy who's just like me
Thought there was love in everything and everyone, you're so naïve
They always reach a sorry ending
They always get it in the end
Still it was worth as I turned the pages solemnly and then,
With a winning smile, the boy
With naïvety succeeds
At the final moment, I cried..
I always cry at endings
(para além dos Belle & Seb também sou fã do Bela Lugosi mas isso já não tem nada a ver com o resto)
quinta-feira, março 11, 2004
E o que é o que o mel...
terça-feira, março 09, 2004
- Que música é essa?
- É bonita não é?
- Sim... mas diferente. O que é?
- É a banda sonora do Pierrot Le Fou.
- Ah! Logo vi que tinha a ver com loucos.
Mais tarde M. acrescentou esclarecidamente, "É perturbadora".
- Sim... mas diferente. O que é?
- É a banda sonora do Pierrot Le Fou.
- Ah! Logo vi que tinha a ver com loucos.
Mais tarde M. acrescentou esclarecidamente, "É perturbadora".
Quantos de nós não padecemos...
.... de picnolepsia?!
(e quantos de nós não sabemos o que isso significa! Ora para isso nada melhor que mantermo-nos informados. Há um esclarecimento sobre de que se trata - e não como se trata - a picnolepsia, aqui. thank you patapouf!)
(e quantos de nós não sabemos o que isso significa! Ora para isso nada melhor que mantermo-nos informados. Há um esclarecimento sobre de que se trata - e não como se trata - a picnolepsia, aqui. thank you patapouf!)
segunda-feira, março 08, 2004
No Charco II - a sequela
Pois o pato era tótó.
O que os animais do charco também não sabiam, mas nisso nem sequer pensavam, era que a totozice do pato e a carapaça silenciosa da tartaruga eram o complemento natural um do outro, mas esse assunto não daria para conversas interessantes como o mistério do lanche do sapinho.
Qual o papel do sapo no charco? Para além de adminisrar insectos e vigiar os círculos da água, ele anotava o que via mentalmente seguindo tudo com o movimento dos olhos. Ora como a água do charco era sempre a mesma, ele não tinha que anotar nada e a sua cabeça era um vazio.
Apenas a barriga do sapo ia aumentando à vista dos animais do charco – ao pequeno almoço, almoço e jantar. O mistério do lanche continuava sempre.
Agora a história tem cinco finais possíveis:
Para os espiritualizados:
Um dia a raia eléctrica teve o incidente de tocar na pata do pato, o pato saltou com o choque para cima da tartaruga e deixou de haver opostos, tudo era ao natural, e os animais do charco aperceberam-se como era óbvio que o charco sempre fora um vazio, e que esse vazio correspondia à hora do lanche do sapo, hora em que ele não comia e simplesmente defecava.
Para os mente-captos:
Como o mistério persistia e nada se resolvia, os animais do charco resolveram simplesmente ir ver o matrix.
Para os philip-k-dianos:
Sendo que a água do charco não mudava e era sempre a mesma, então o tempo não existia, sendo assim, os círculos na água que o sapo anotava mentalmente eram formados num nível de realidade mais profundo, ainda assim uma ilusão – os círculos não eram autênticos, o charco era uma farsa e imaginado pelo quá quá maluco que cria novos universos da mente, falsos, através de blogs.
Para os matemáti-cus:
A razão da hora do lanche do sapo, inversa às horas imaginárias do pequeno almoço e jantar, dava um total de raiz de duas moscas e meia com mostarda. Seria preciso recorrer aos números imaginários para obter esse resultado.
O que seria o mesmo que dizer:
No fundo o lanche do sapo não seria nem mais nem menos do que o caríssimo blogleitor imaginar já que isso seria tão impossível como estes finais impossíveis, mas lembrando-nos que está de visita a um espaço do impossível plausível, obrigada pela sua atenção,
E volte sempre.
O que os animais do charco também não sabiam, mas nisso nem sequer pensavam, era que a totozice do pato e a carapaça silenciosa da tartaruga eram o complemento natural um do outro, mas esse assunto não daria para conversas interessantes como o mistério do lanche do sapinho.
Qual o papel do sapo no charco? Para além de adminisrar insectos e vigiar os círculos da água, ele anotava o que via mentalmente seguindo tudo com o movimento dos olhos. Ora como a água do charco era sempre a mesma, ele não tinha que anotar nada e a sua cabeça era um vazio.
Apenas a barriga do sapo ia aumentando à vista dos animais do charco – ao pequeno almoço, almoço e jantar. O mistério do lanche continuava sempre.
Agora a história tem cinco finais possíveis:
Para os espiritualizados:
Um dia a raia eléctrica teve o incidente de tocar na pata do pato, o pato saltou com o choque para cima da tartaruga e deixou de haver opostos, tudo era ao natural, e os animais do charco aperceberam-se como era óbvio que o charco sempre fora um vazio, e que esse vazio correspondia à hora do lanche do sapo, hora em que ele não comia e simplesmente defecava.
Para os mente-captos:
Como o mistério persistia e nada se resolvia, os animais do charco resolveram simplesmente ir ver o matrix.
Para os philip-k-dianos:
Sendo que a água do charco não mudava e era sempre a mesma, então o tempo não existia, sendo assim, os círculos na água que o sapo anotava mentalmente eram formados num nível de realidade mais profundo, ainda assim uma ilusão – os círculos não eram autênticos, o charco era uma farsa e imaginado pelo quá quá maluco que cria novos universos da mente, falsos, através de blogs.
Para os matemáti-cus:
A razão da hora do lanche do sapo, inversa às horas imaginárias do pequeno almoço e jantar, dava um total de raiz de duas moscas e meia com mostarda. Seria preciso recorrer aos números imaginários para obter esse resultado.
O que seria o mesmo que dizer:
No fundo o lanche do sapo não seria nem mais nem menos do que o caríssimo blogleitor imaginar já que isso seria tão impossível como estes finais impossíveis, mas lembrando-nos que está de visita a um espaço do impossível plausível, obrigada pela sua atenção,
E volte sempre.
domingo, março 07, 2004
Maçã em Húngaro
diz-se Alma.
In time I got me the lucky right
To see it in an apple light
I'll always remember right
To see it in an apple light
(Meat Puppets)
In time I got me the lucky right
To see it in an apple light
I'll always remember right
To see it in an apple light
(Meat Puppets)
sábado, março 06, 2004
A minha mãe é a Ordem
Eu sou o Caos.
(de resto damo-nos bem)
(de resto damo-nos bem)
sexta-feira, março 05, 2004
No Charco
Era uma vez um sapo que comia lagartixas ao pequeno almoço, almoço e jantar.
O que será que ele comia ao lanche, era um mistério para os animais do charco. Porque já várias criaturas o tinham visto a comer as lagartixas às ditas horas, mas entre o almoço e o jantar ninguém sabia do seu paradeiro.
Inventavam-se já inúmeros boatos acerca de flagelos do sapo, inclusive acusações de sapofilia. Mas a qualquer pergunta ou boca foleira ao sapo, ele simplesmente respondia "baêÊh".
Assim se passaram meses e anos e o mistério persistia. Todos pensavam no que o sapo comeria à hora do lanche. E ninguém tinha resposta. As libélulas conferenciavam, e os nenúfares riam-se e os peixinhos continham acusações com a boca cheia.
Havia, porém a sábia tartaruga que guardava os segredos do charco dentro da sua carapaça. Nenhuma animal se atrevera vez alguma a questioná-la, pois isso poderia desiquilibrar a ordem do charco. Se o mundo do silêncio da tartaruga de repente falasse, não se saberia qual o tamanho dos danos que isso poderia causar, quem sabe até se as coisas no charco não deixavam de ser as mesmas - o charco, ao contrário do rio, tem sempre a mesma água que não muda. Só a tartaruga muda, e a tartaruga era muda.
Havia também um pato, que falava e ria e falava e rua e dizia que sabia tudo mas ninguém lhe ligava pois o pato era tótó.
CONTINUA
O que será que ele comia ao lanche, era um mistério para os animais do charco. Porque já várias criaturas o tinham visto a comer as lagartixas às ditas horas, mas entre o almoço e o jantar ninguém sabia do seu paradeiro.
Inventavam-se já inúmeros boatos acerca de flagelos do sapo, inclusive acusações de sapofilia. Mas a qualquer pergunta ou boca foleira ao sapo, ele simplesmente respondia "baêÊh".
Assim se passaram meses e anos e o mistério persistia. Todos pensavam no que o sapo comeria à hora do lanche. E ninguém tinha resposta. As libélulas conferenciavam, e os nenúfares riam-se e os peixinhos continham acusações com a boca cheia.
Havia, porém a sábia tartaruga que guardava os segredos do charco dentro da sua carapaça. Nenhuma animal se atrevera vez alguma a questioná-la, pois isso poderia desiquilibrar a ordem do charco. Se o mundo do silêncio da tartaruga de repente falasse, não se saberia qual o tamanho dos danos que isso poderia causar, quem sabe até se as coisas no charco não deixavam de ser as mesmas - o charco, ao contrário do rio, tem sempre a mesma água que não muda. Só a tartaruga muda, e a tartaruga era muda.
Havia também um pato, que falava e ria e falava e rua e dizia que sabia tudo mas ninguém lhe ligava pois o pato era tótó.
CONTINUA
quarta-feira, março 03, 2004
Uma Página Louca
HOJE ÀS 22h, Kurutta Ippeiji - ”Uma Página Louca”. Limito-me a transcrever tais apelativas palavras, retiradas do catálogo da cinemateca:
"Normalmente referido como o primeiro exemplo do cinema japonês de vanguarda (...), ”UMA PÁGINA LOUCA” junta técnicas do cinema vanguardista dos anos 20 e do expressionismo alemão: sobreposições, movimentos de câmara acelerados, flashbacks ou ausência de intertítulos, por exemplo. A história tem lugar num hospital psiquiátrico, cruzando sequências de visões e delírio. A vanguarda, o expressionismo, o surrealismo num filme a descobrir."
Mais aqui. E mais mais tarde.
"Normalmente referido como o primeiro exemplo do cinema japonês de vanguarda (...), ”UMA PÁGINA LOUCA” junta técnicas do cinema vanguardista dos anos 20 e do expressionismo alemão: sobreposições, movimentos de câmara acelerados, flashbacks ou ausência de intertítulos, por exemplo. A história tem lugar num hospital psiquiátrico, cruzando sequências de visões e delírio. A vanguarda, o expressionismo, o surrealismo num filme a descobrir."
Mais aqui. E mais mais tarde.
Hail Quack
Eu ia tirar o buço feio, mas o depois o meu irmão disse que parecia o Hitler e assim já não me apetece.
Sempre sonhei ser um líder nazi.
Sempre sonhei ser um líder nazi.
O Sol é bonito
Num dia assim apetecia-me comer o sol.
terça-feira, março 02, 2004
O que são afinal... os Humanos?
s. 2/3 f. & 1/3 m., Alienígenas com tendências canibalistas que buscam infinitamente a origem da sua existência mas que até agora parece que, além de ainda não saberem a resposta, dão cabo dos planetas onde se instalam. Actualmente habitam a Terra, situada no sistema solar, e vão sendo devorados lentamente pelo astro principal deste sistema do qual também dependem para viver. Espécie que ainda não sabe quase nada sobre si mesma, e com a sua extrema necessidade de autovalorização tende a examinar tudo à sua volta até à exaustão.
Inventores de estranhas invenções tais como: juízos categóricos, definições, relógios, teorias, modas, cadeias televisivas, cartões Viva Lisboa*. Mas no fundo são uma espécie que gosta muito de brincar, por imitação dos seres Macacos, que consideram seus parentes e nos quais encontram afinidades. Os Humanos têm como necessidade vital imitar o que se passa à sua volta para se sentirem vivos, no entanto é-lhes dada a impossibilidade de se imitarem a si próprios. Gostam de se fechar em si mesmos, dentro de cascas de segredos que carregam consigo para todo o lado, embora mostrando um pouco do que são pelos buracos que estas apresentam (por imitação dos seres Caracóis, embora estes não sejam considerados seus parentes por possuírem um diferente tipo de viscosidade).
* a acrescentar, em versão mais actualizada, os weblogs
in Dicionário de Fenómenos Controversos, 2003. Reservados os direitos ao autor.
Inventores de estranhas invenções tais como: juízos categóricos, definições, relógios, teorias, modas, cadeias televisivas, cartões Viva Lisboa*. Mas no fundo são uma espécie que gosta muito de brincar, por imitação dos seres Macacos, que consideram seus parentes e nos quais encontram afinidades. Os Humanos têm como necessidade vital imitar o que se passa à sua volta para se sentirem vivos, no entanto é-lhes dada a impossibilidade de se imitarem a si próprios. Gostam de se fechar em si mesmos, dentro de cascas de segredos que carregam consigo para todo o lado, embora mostrando um pouco do que são pelos buracos que estas apresentam (por imitação dos seres Caracóis, embora estes não sejam considerados seus parentes por possuírem um diferente tipo de viscosidade).
* a acrescentar, em versão mais actualizada, os weblogs
in Dicionário de Fenómenos Controversos, 2003. Reservados os direitos ao autor.
segunda-feira, março 01, 2004
o que é afinal... a política?
s. f.,
ciência do governo das nações;
arte de dirigir as relações entre os Estados;
princípios que orientam a atitude administrativa de um governo;
conjunto de objectivos que servem de base à planificação de uma ou mais actividades;
fig.,
astúcia;
maneira hábil de agir;
civilidade.
e repito... mas o que é, afinal... a política?
ciência do governo das nações;
arte de dirigir as relações entre os Estados;
princípios que orientam a atitude administrativa de um governo;
conjunto de objectivos que servem de base à planificação de uma ou mais actividades;
fig.,
astúcia;
maneira hábil de agir;
civilidade.
e repito... mas o que é, afinal... a política?