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segunda-feira, junho 26, 2006

poesia no comboio 

Hoje no comboio Porto-Lisboa enquanto o Pedro e a Olga foram à casa de banho (lavar os dedos da gordura do frango) escrevi:

Um comboio a 4 velocidades (33", 45", 78" e 4444")
Despenha-se no cruzamento da autoestrada do norte
(depois da ponte subterrânea)
Bugs Bunny, Coyote e os seus (arqui)inimigos iam lá
Mas desta não sobreviveram
So

Long live the ol'cartoon humour

e:

No comboio há espelhos sobre as cabeças
Vêem-se os passageiros pendurados no tecto
Se a terra fosse o céu
então na realidade andaríamos nas nuvens
e as cabeças penduradas do tecto dos comboios
estariam bem assentes no chão.

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